segunda-feira, novembro 29, 2004

Muitos de vocês podem perguntar por quem é que alguma vez se interessou pelas minhas reflexões. Tenho a plena certeza que muitos de vós rogam pragas aos que atribuíram algum significado e importância às minhas ideias... Podem pensar que eu não passo de um louco com a mania da perseguição...que decidiu escrever um livro depois de um ataque de diarreia...Mas é inútil atribuir culpas...apenas posso declarar que tenho a minha consciência limpa, pois não era minha intenção azucrinar os caloiros de CC! Deixem lá...se não fosse eu, seria outro qualquer; Considerem-se sortudos porque eu sou o menos alucinado dos homenzinhos que vos esperam ao longo desta licenciatura!
Se tudo correr bem nunca mais terão de me aturar nas vossas vidas...o sacrifício é merecido!
Boa Sorte!! E que a força do discurso esteja convosco!

Sinceramente,
Mark Poster



Olá a todos! Que vos traga eu hoje? Sinceramente, nada de especial. Aliás...não trago mesmo. Resta-me inventar enquanto vou escrevendo...mas não será isso que todos fazemos durante as frequências do nosso famigerado curso? Pois bem....aproximamo-nos de várias datas importantes. Algumas delas ficarão mesmo marcadas para a POSTERidade (não é caloiros?), outra ficarão apenas para a posteridade (sem trocadilhos fáceis). O nosso blog está prestes a fazer um ano de vida. É já na próxima sexta-feira. Esta data deve-nos deixar a todos orgulhosos. Lembro-me perfeitamente de quando este blog nasceu....na verdade ela tinha um irmão gémeo, mas não...nunca pertenceu ao canalzinho do Paes do Amaral. A morte do seu irmão, o original, foi causada por problemas técnicos. Assim o Blog de CC acabou por morrer após o primeiro post, mas não nos deixou de mãos a abanar. Aqui estamos no Blog de CC.2! Um blog que viveu momentos de autêntico calvário, conforme é exemplo o mês de Abril em que não registou um único post, como viveu dias de euforia e alegria com a entrada dos caloiros de 2004/2005. Agora, com o tempo, está mais forte do que nunca e a crescer a olhos vistos. Pronto... já vos estou a dar demasiada conversa. Acho que é melhor ficar por aqui. Mas sexta-feira não se esqueçam de assinalar a data com algo marcante. Tenho estado aqui a pensar...porque não pôr a bandeira do nosso curso nas varandas? É pá, esta foi mesmo original. Já não te podes queixar Chibanga. ;)
Boa Sorte para as frequências de Teoria da Comunicação!
Quanto a nós veteranos....é tanta coisa....que desejo apenas boa sorte a todos nós para chegarmos vivos até às férias do Natal.=)

quinta-feira, novembro 25, 2004

"Soy un completo incompleto
incompleto por amor
la costilla que me falta
cuelga de tu corazon,
un seguro inseguro
media persona en el mundo
un amante incompleto
cada vez que te deseo.

Soy un completo incompleto
si me giro y no te veo
como una persona a medias
sabes a que me refiero.

Soy un acorde incompleto
menor y desafinado
que va persiguiendo notas
sin lograr una canción,
un rosal sin hojas secas
un perfume sin olor
una pelicula de cine
sin final en el guión.

Soy unc ompleto incompleto
se me para el corazón
si me giro y no te veo
sabes a que me refiero.

Un seguro inseguro
media persona en el mundo
un completo incompleto
sin ti en mi corazón."

Mais um enigma! Estou viciado neles. Não vos vou perguntar o autor porque tornar-se-ia demasiado simples. Quero apenas hipóteses/alternativas para quem será o/a verdadeiro/A "completo"/a e o/a "incompleto"/a do nosso curso.
Boas divagações!
Heyyyyyyyyy......Cascais com Mourão não vale. Apenas sobre alunos.

terça-feira, novembro 23, 2004

Sim, houve uma festa/fiesta/fête/party de recepção aos alunos de Erasmus!
Eheheheh.....Eu fui!

(Q?...não ouviram falar?)

Music makes the people come together, já dizia a Madonna; e de facto, nada melhor do que a linguagem universal para apertar os laços estrangeiros...Desde Hits como Kiss do Prince até ao estimado Mr.Oizo, foi rica a gama musical que recheou a noite de Sexta passada na AE, unindo os presentes numa densa nuvem de...alegria e de dança!
Confesso que foram mais as loiras que conheci na mão...perdão, no bar, do que propriamente Italianas e Francesinhas (salvo o Motumba, um Timorense muito simpático!)....Felizmente teremos sempre a linguagem corporal quando faltam palavras!

E é hoje, numa Terça feira de Novembro, (mais de 24 horas depois da Frequência de Tecnoloooaraahaharrrrgggnn!) que emerge a dúvida: Existirá alguma Radio-Fcsh vagueando por aí nas Frequências? Se existir, o que poderemos fazer em relação a ela? Se não existir, o que poderemos fazer quanto a isso?

Mantenham-se sintonizados!
Light is faster than sound, yes it is!

Kiss!*


segunda-feira, novembro 22, 2004

A minha intervenção de hoje vem em duas partes.

Primeiro, a querela dos ícones. Eu sou um homem da palavra. Gosto de palavras, de frases, de textos. A primeira coisa que aprecio num filme não são os planos, mas sim os diálogos. E, se é verdade que uma imagem vale mil palavras, eu continuo a preferir as mil palavras a qualquer imagem. Por isso, devo dizer que toda a questão da imagem me passa, geralmente, um pouco lado. Não por despeito, mas por feitio. Quanto à banalização do corpo - sim, concordo que se vulgarizou um pouco a imagem, acima de tudo a imagem sexual. Mas não digo isto no sentido púdico de "Oh meu deus, que devassidão!" Se a Britney Spears quiser andar a celebrar a noite de núpcias em palco à frente de toda a gente que o faça, que é para o lado que eu melhor durmo. O que me irrita não é tanto o teor da imagem, quanto é a falta de conteúdo por trás da sua utilização. Um quadro de Mapplethorpe ou mesmo as provocações da digressão Sex da Madonna têm um sentido, um propósito de ser. As mini-saias da Britney Spears têm tanta intenção cultural como a folha a cobrir os genitais do Marco no Big Brother (sim, esse do 1º Big Brother!).

Segundo, gostei de ver como os caloiros aderiram às estimulantes adivinhas que ele propôs aí no blog - por isso decidi propôr uma também. Mas como eu não vos conheço bem o suficiente para estar a decidir quem vem da Colômbia ou da Jamaica, vou-vos fazer uma normal. A ver quem aqui exercita a massa cinzenta. Peço desde já a quem já sabe ou me ouviu a contar isto que se abstenha de responder - para não estragar a cena aos outros. Ora a adivinha vai assim:
"Um nenúfar demora 100 dias a cobrir totalmente a área de um tanque. Esse nenúfar dobra de tamanho cada dia que passa (se num dia tem 2 metros quadrados de área, no dia a seguir tem 4, 8, 16, e por aí fora). Quanto tempo é que dois nenúfares, com este mesmo grau de crescimento, demoram a cobrir a área do mesmo tanque?"

Pensem bem, não é uma rasteira. É tudo lógica. Respondam, ou coloquem dúvidas (se as tiverem) na zona dos comments. Bom brain-storming! Ou não.

domingo, novembro 21, 2004

A primeira avaliação feita ao 1ºano será já amanhã. Tecnologia dos Media.
Sinceramente, não tenho nem boa nem má opinião sobre a cadeira. Também foi a nossa (da maioria) primeira avaliação e, melhor ou pior, todos sobrevivemos. Conversões, Som, Imagem, Informação, Timbres....uma amálgama de complicações à cabeça de quase uma centena de alunos por esta hora.
De qualquer forma.....expresso aqui a melhor das sortes a todos os alunos. Aos conhecidos e aos desconhecidos! Que seja apenas um começo brilhante de um curso conseguido. Força nisso!;)

sexta-feira, novembro 19, 2004

A Querela dos Ícones!

Descansem caloiros, não vos vou falar de Semiótica. Apesar de poder fazer uma ou outra referência, não há razões para alarmismos!
Descansem veteranos, não vos vou falar de Teoria da Imagem e da Representação, embora possa fazer também alguma referência. Esta querela a que me refiro é a do mundo da arte, nomeadamente na música e cinema, apesar das outras não passarem completamente impunes a esta guerra.
Em meados da década de 90 começámos a assistir a um fenómeno de erotismo gratuito, tornando-se o corpo da pessoa, do intérprete, do artista como o Ícone do seu potencial musical ou cinematográfico. Esta tendência tem vindo a sobrevalorizar-se com o passar dos anos, atingindo actualmente uma marca assustadora. Não há estrela POP que não atinja maior estrelato com outdoors em poses tentadoras, trajes reduzidos e afins. O mesmo se passa com os Videoclips. Parece que por parte das Editoras e dos próprios intérpretes o que interessa é vender pela qualidade sim, mas não pela da música, mas a do corpo! Passando a exemplos particulares de que valerá uma música chamada "Toxic" se Britney Spears não dançar de forma atrevida em trajes reduzidos e poses tentadoras? Mas é apenas um exemplo. Sei que esta opinião não será socialmente acolhida por todos, porque as excepções existem, de facto. E são de louvar. De que valerá "Pecado Original" se Angelina Jolie não se despir e protagonizar mais uma cena erotica-pornográfica numas escadas de um prédio qualquer a ruir aos pedaços? Mas mais do que corpos transformados Ícones, acontece também o contrário.
Já aquando da morte de Cristo, Iconoclastas e Iconófilos travaram um grande debate sobre a existência ou não de Ícones remetentes para a figura de Cristo. Os primeiros eram contra. Havia que preservar o mítico, não tentar uma reprodução que ao não ser 100% fiel provocaria sucessivos desvios sobre a real imagem.
Analisando agora a actualidade....as figuras enigmáticas, as misteriosas! Que abdicaram da fama e renderam-se ao anonimato, tentando fazer das suas produções todo o seu sucesso. Admiro-os.
Convenhamos....de que nos valeria saber a verdadeira identidade do autor do blog "O Meu Pipi?" Ou "Xobineski Patruska"? Certamente que um grupo de pessoas conhecerá as suas identidades, mas compreendo e valorizo as suas escolhas. "Vender o produto pelo que ele vale e não pela imagem do seu autor!"
Passando para um plano literário...Herberto Helder. Um dos mais famosos poetas contemporâneos que recusa ser visto em público e que a sua imagem seja transmitido. O valor da obra, não o humano.

Compreendo que vozes mais críticas acusarão que tudo isto não passam de estratégias de Marketing. Afinal de contas, o incerto e o desconhecido atrai. Na minha opinião, prefiro muito mais este tipo de estratégias do que a de vedetas internacionais que vendem a sua arte através de um chamamento corporal.

Mais uma vez lanço um repto aos participantes do blog para exprimirem as suas opiniões, revelando ainda que (de preferência ainda em Dezembro) começarão a ser publicadas algumas entrevistas com alunos do Curso, recém-licenciados e ainda outros que acabaram o curso há alguns anos. Espero por novidades e receptividade à ideia.

Uma perspectiva (mais) optimista do Jantar do Veterano :

O que seria de esperar deste Mega Jantar de Curso que reuniu tanta gente diferente e distinta...de várias idades... cujo curso é a única semelhança, o único ponto em comum, o único elo de ligação entre os presentes: Seria de esperar uma Confusão, ora pois!

Foi o que de facto foi. Não o vou negar, mas também não irei criticar. As minhas expectativas não foram superadas e por isso declaro: este Jantar não me desiludiu nem me surpreendeu; Foi um Jantar igual a tantos outros jantares de curso, onde não faltaram a boa disposição, o alcóol, as fotografias, os brindes...e uma certa fragmentação.
Podem ter faltado a ordem e o silêncio nos momentos mais desejados, mas pelo menos não faltaram sorrisos... não faltou o convívio e a diversão!

Alguma tranquilidade poderá ter sido ameaçada pela Ousadia Caloira, que obrigou os Veteranos a reclamarem autoritariamente o seu lugar no Jantar! Esta brincadeira não era para ser mal interpretada...e apenas demonstrou o quanto um Jantar de Curso pode ser uma mistura explosiva ao aglomerar caloiros e veteranos!
Contudo...a Sangria e a comida que demoraram (mas chegaram hã!) acalmaram os ânimos!!!

O resto do Gelo que havia foi quebrado, sem dúvida! Extrapulando do Jantar do Caloiro para este Jantar do Veterano foi notável uma redução de inibição, de medo, inseguranças e de impessoalidades e um aumento de conectividades, interacções e sociabilidades. Fiquei com a ideia de que a Caloirada já está enturmada e que já interiorizou o espírito deste curso...daí que nesta etapa, as interacções sejam mais fáceis, casuais e correntes... (Não esquecendo o efeito/papel lubrificador que o Alcóol tem para o “deslizar” destas sociabilidades!)

O resto da noite foi transferido para o “People”, onde a maioria dos Veteranos se revelaram como desistentes (ou sobreviventes?!)...Acredito que a partir de uma certa altura deixa de haver pachorra para estas Festas de Curso: estudante do 3º ano não tem a vida (e a vitalidade) de Caloiro e acabou!!! (À excepção do Bravo Quedas, que se manteve fiel à noite e aos percursos ziguezagueados do pessoal!)

Foi um jantar bem organizado e concretizado, pelo que felicito a Organização pelo trabalho que teve, sobretudo a fazer aquelas Orelhas que o orgulho Veterano ignorou...
Juntando o inútil ao desagradável: concordo quando dizem que faltou um bocado de espírito académico...o que tb se reflectiu na ausência do Hino que fora tão calorosamente e repetidamente aclamado no Jantar do Caloiro!

Aproveito também para felicitar a prestação da “Triple P Productions” no decorrer do jantar com a sua sessão de Stand Up...A comunicação teria sido mais eficaz se não fosse o excesso de Ruído e de interferências...Mas a intenção e a boa vontade já valem muito!

Teremos de promover mais iniciativas que proporcionem estes serões de distracção e de Comédia, que seriam mais aconselhados/indicados para aperitivos do que para sobremesas! ...O facto de o pessoal já se estar a rir demais antes de vos ver e ouvir acabou por impossibilitar alguma atenção!

Mas não desanimem e não deixem que esta experiência (seja ela boa ou má!) arruine a vossa inspiração...Oportunidades, datas e locais para mais não irão faltar! Porisso continuem a preparar textos, a afinar a voz e a limar as arestas às piadas....elas serão ouvidas!!

E porque a minha capacidade cognitiva não me permite formular e desenvolver mais matéria-prima para prosseguir (Sim...ainda estou em recuperação) ...eu ficarei poraqui...but I’ll Be Back....sooooooooooon....


Pronto, é um facto. O jantar não correu lá muito bem. E sem culpas a apontar à organização - se fosse eu a organizar teria reagido como o Cartman no South Park ("Screw you guys, I'm going home" - ou de uma forma mais violenta: "Respect my authorita!!!" - prémios a quem reconheceu estas referências).
Fazendo um pequeno aparte, achei piada ler no post do Rui que há pessoal que acha que nós estamos chateados, que há entre nós um clima "tenso" - isso parte do princípio que nós alguma vez nos demos bem! Mas não, agora a sério, vejam se espalham de uma vez por todas que não há mesmo problema nenhum entre mim e o Rui - descontando os constantes avanços sexuais duvidosos que ele me dirige, não há nenhum problema entre nós. A sério, a única coisa "entre nós" tem menos um "n" - ah... nada como uma piada ordinária para animar o dia (prémios II - a quem percebeu esta bastante refundida piada).
Voltando ao jantar, devo aqui fazer uma auto-crítica - é que eu não fiquei a ouvir o stand-up dos meus colegas e nem sequer ouvi quando me chamaram para receber o prémio. Não que sirva de grande desculpa mas é que eu sou um perfeccionista e, verdade seja dita, e embora talvez possa não ter parecido, fiquei muito irritado por volta do final do espectáculo pela forma como correu (a todos os que viram, pelo menos da minha parte, acredito que consigo fazer bem melhor - da próxima vez que formos ao Canas podem ver o nosso espectáculo num ambiente mais receptivo). Mas dizia eu, a questão é que, na minha irritação, só me quis esquecer do que se tinha acabado de passar por isso fui à casa-de-banho e depois fiquei de fora, para ver se me abstraía e não me irritava ainda mais. Ao fazê-lo acabei por fazer (sem me aperceber, juro - só me lembrei que vos tinha ignorado quando me chamaram para receber o prémio) o mesmo que me tinham feito a mim, e pelo facto peço desculpa. Numa noite de tantos, e estranhos, e absolutamente evitáveis ressentimentos, espero que não tenham ficado demasiado chateados comigo.
Tirando o "auto" da crítica, não gostei mesmo de nada de vir a saber num post que alguns veteranos ficaram mesmo ofendidos (e não só a fingir que estavam ofendidos, como eu e, espero eu, a maioria) com a cena do juramento do veterano. Deve ser dito que eu nunca fui muito à bola com esses juramentos do caloiro "reles" (no meu primeiro ano de veterano não houve disso - pelo menos penso que não... - pá já foi há quatro anos!) e por isso acho um bocado hipócrita que as mesmas pessoas que introduziram essa tradição se tenham sentido ofendidas com uma amigável resposta. Só pessoas que cultivam falsos sentidos de superioridade é que podem ter tido orgulhos feridos com este tipo de coisas - por amor de Deus!!!
Antes de passar às coisas que gostei (por que sim, feitas as contas, eu até gostei da noite que passei com estes meus ex-colegas de infâmia) devo fazer aqui uma ressalva. Meu caro Rui, não concordei com uma coisa que tu disseste (e, caros bloggers, isto é só uma discordância - não mais uma batalha na famosa guerra entre Rui "O Coxo" e Quedas "O Bravo"). Falo da questão das figuras tristes que as pessoas fazem quando bebem sangria. A questão é: eu gosto de sangria. Gosto de beber sangria. E quando bebo sangria, gosto de beber muita. Verdade seja dita, passei a noite toda a levantar-me para ir buscar bebida porque não chegava bebida à minha mesa. E, também nisto a verdade seja dita, não gosto muito do discurso do: "Esses bêbados! Que decadência! E se fossem vomitar para uma valeta bem longe?" O problema não foi a bebida. No outro jantar, e em muitos outros jantares, bebeu-se muito mais e não houve estes problemas. Ou melhor, houve pessoas a cambalear de terem bebido demais, mas também, isto é um jantar de curso! A questão é que parece-me que não se gostou das bebedeiras porque havia mau clima, e não que foram que elas que o causaram.
E agora, a minha parte favorita deste já mítico (de tão estupidamente longo e sem razão de ser) post - aquilo que eu gostei. Porque, no final de contas, o meu balanço da noite (não do jantar - da noite) até foi positivo. Gostei de uma partilha, estimulante mas algo deslocada, de ideais políticos à saída do jantar, enquanto a chibanga (penso que foi ela) me besuntava a cara com brilhantes que não me deram um ar nada gay no resto da noite. Gostei de uma longa conversa sobre música que tive a caminho do People (não sei porque dou tanto valor a estes momentos soltos de conversa - talvez seja da minha incapacidade genética de ficar um segundo calado). E gostei do People - ok, não foi a noite do ano e eles fecharam aquilo às quatro, mas eu gostei. Gostei de andar a saltitar de grupinho em grupinho e ser recebido por um sorriso por cada pessoa que via. Gostei de rever algumas veteranas do meu coração que, sempre que as vejo, fazem-me ter mesmo pena de não poder ir almoçar todos os dias à faculdade. Gostei de me agarrar muito mais do que devia a colegas bem mais giras do que mereço (não se ponham com ideias - foi tudo em amizade). E gostei de ter ficado demasiado contente quando deu uma das piores músicas dos últimos tempos mas na qual eu estou absolutamente viciado - "Call on me" de Eric Prydz.
Em conclusão (entrem os suspiros de alívio) até gostei da noite. Talvez seja porque passo agora os dias a trabalhar e a noite de quarta foi um dos meus poucos momentos de descontração desde há muito. Ou talvez por que ainda tenho muitas saudades do ambiente da faculdade, com tudo o que tem de mau e de bom. E caloirada, vocês são pessoal porreiro - não desanimem! A ver se se organiza outro jantar (também é tradição - geralmente faz-se outro jantar por volta do início do segundo semestre - houve um ano em que, para além dos jantares "oficiais", ainda se fizeram mais dois "não-oficiais" - e estes às vezes ainda são os melhores!) - e a ver se no próximo jantar tudo corre mais sobre rodas, e com muito mais união - o nosso curso merece um bom bocado mais!

quinta-feira, novembro 18, 2004

Bem, eu sei que este tema já está muito gasto e tem dado que falar, mas acho que como membro da organização tenho qualquer coisa a dizer.
De facto este pode ter sido um “Jantar do veterano” não muito usual, diria mesmo pouco “ortodoxo”, dentro dos parâmetros a que todos talvez se tenham habituado. Foi essa a razão que nos levou a tentar gravar uma marca que nos distinguisse de todos os outros; pelos vistos não o conseguimos. Ousamos quebrar as regras, tentamos criar um bom ambiente entre todos, entre nós caloiros e vós veteranos, pelos vistos não tivemos sucesso a 100%.
Quanto à oração tenho que agradecer à Sofia, a originalidade da escrita; a verdade é que por onde quer que tenha passado aquele texto encantou e fez rir toda a gente. Não era nosso objectivo ofender os veteranos como é óbvio, era apenas uma pequena brincadeira.
As orelhas, feitas pela Sofia, Luciana e Sara, estavam também bastante engraçadas e não consigo imaginar o trabalho que deram a fazer. Estas foram bem mais receptivas que a oração, houve alguns que não acharam tanta piada, outros não as largaram durante todo o jantar e eram também um mero adereço.
Concluindo, espero que tenha corrido tudo bem dentro dos possíveis. Eu, juntamente com a Diana, a Inês, a Marta e aVânia, esforcei-me para que tudo fosse do agrado da maioria. Os problemas no iníciam abalaram um pouco o ambiente entre nós alunos mas, mesmo assim tentei que tudo continuasse como planeado: o stand up e os diplomas. Com esforço, mas acabamos por fazer tudo. Queria, em nome da organização do jantar, queria agradecer a todos aqueles que foram receptivos às ideias e que me deram apoio durante o jantar, quanto aos que se sentiram ofendidos, olhem, era só uma brincadeira!!Para a próxima esperemos que corra melhor!

Lutas de Protagonismo Transformam Jantar do Veterano em Desilusão
Ontem, 17 de Novembro, teve lugar no Mercado da Ribeira o Jantar do Veterano de Ciências da Comunicação de 2004/2005. Se o tivesse que definir apenas numa palavra....escolheria desilusão!...ou frustração!
Sei o que vocês poderão estar a pensar. Estarei apenas a dizer isto porque o Stand Up não terá sido o que nós (Eu, Pedro e Quedas esperavamos), mas garanto que nada se relaciona com esse facto. Mas, a falar sobre o Stand Up falarei mais para o fim, ou apenas implicitamente. Recordo que o Jantar era o Jantar do Veterano, as pessoas que foram, foram para o jantar e não para assistir o Stand Up e portanto não se deveriam sentir minimamente no dever moral de respeitar algo para o qual não foram solicitados a marcar presença. (Creio que já dei demasiada importância a este facto)
O que mais me assusta é que o comportamento em relação ao jantar não foi melhor. Desde o começo que quero separar as águas de modo a não criar mal-entendidos. A organização fez o que pôde. É sem dúvida um elogio que tenho de fazer. Toda a preparação que antecedeu o jantar com a "construção" de orelhas de urso para cada veterano que se inscreveu no jantar implica necessariamente uma grande preocupação com o jantar.
Mais uma vez foi marcado para as 19.30, precavendo os habituais atrasdos, por isso não foi de estranhar que apenas tenha começado a haver real movimento por volta das 21 horas. Entrou-se no restaurante, distribuimo-nos pelas mesas e chegou o momento de Vítor Alvito (o caloiro que deu a cara constantemente em tudo o que dizia respeito ao jantar.....tanto antes como durante) subir ao palco para uma oração cuidadosamente preparada para os veteranos. A sua ideia foi inverter os papéis. Ideia à qual os veteranos não levaram a mal (penso eu), mas fizeram o seu papel. Fizemos birra e não colaborámos. Honestamente (e não tenciono falar em nome dos veteranos, apenas no meu nome e quiçá mais uma ou outra pessoa que concorde) foi apenas uma habitual etapa da guerra Caloiros versus Veteranos que se assiste todos os anos.
Tudo bem até aqui, mas tudo iria piorar. O que supostamente seria um jantar de convívio de todos os alunos de Ciências da Comunicação, independentemente do ano em que se encontram, rapidamente se transformou numa criação de pequenos grupos que veio deitar por terra todos os elogios que eu ( e a maior parte das pessoas que conheço) faço ao curso. O excelente ambiente propenso a um convívio agradável. Para mim é inadmissível que não mais se respeitasse a Organização quando subiu ao palco. Ninguém queria saber. "O" jantar dos veteranos tornou-se num jantarzinho de grupos, marcado por constantes guerras de protagonismo. Que guerras são estas? Não digo! Não me sinto na obrigação. Poderei ser cobarde por ter mencionado o facto e não o fundamentar, mas sinceramente não me sinto mesmo nessa obrigação. E se mesmo no período pré-álcool estas guerras se fizeram sentir, com a chegada da sangria tudo cresceu exponencialmente. Muitas cantigas de vira o copo em "milionentas" versões, mas pouca união. Os caloiros foram mesmo criticados por não terem iniciado o jantar com o Hino do Curso. Apesar de poder ser mais ou menos natural pensar que assim se comece, desconhecia por completo a tradição, mas também até que ponto é que não foi propositado utilizando o lema "Deixai fazer merda e obrigai a limpar"? Continuando...recordo-me apenas de ouvir o hino uma vez...mais para o começo. Provavelmente ter-se-à cantado mais que uma vez, mas até esta escassez fez acentuar a noção de desunião verificada num jantar em que todos nos deveríamos sentir identificados como alunos do curso e não como membro do nosso grupo de amigos. Naturalmente que a escolha dos lugares se dá segundo esses critérios, mas não há razão plausível para não se verificar união entre os grupos, por muito ocasional que pudesse ser.
Voltando à sangria...foi a perdição de muita gente. Não sou exemplar para falar nisto porque não faço parte dos seus meandros, mas até que ponto é que duas ou três pessoas têm noção da ridicularidade que atingem quando afectados pelo álcool? O que senti? Pena! E alguma vontade de abandonar o jantar. Estou a ser muito crítico, eu sei! Mas há mais de uma semana que me propus a falar aquilo que pensava sobre o jantar e não me sinto na obrigação de ser politicamente correcto. O blog é de todos (os presentes e os ausentes) o seu acesso não será negado a ninguém e todos são livres de exprimir as suas opiniões livremente, desde que para isso não excedam os limites da democracia partindo para insultos e faltas de respeito. (Aproveito para anunciar também que nada se passa entre o Quedas e eu. Soube por fonte segura que há quem pense que estamos realmente num clima tenso, mas quem nos conheça minimamente saberá que nada disso se passa). Por isso, desafio todos os presentes a discordarem de mim, se assim o acharem necessário. E mesmo quem não tenha acesso ao blog pode sempre pedir.
Por último, tenho a dizer a/as pessoa/pessoas que não eram do curso e que mesmo assim marcaram presença no jantar que felizmente não há imposto para a estupidez, caso contrário sairia/sairiam seriamente "tesos" do jantar. Não sei até que ponto é que a sua/suas atitude/atitudes foram provacados pelo efeito-álcool, mas condeno veementemente. Nada tive a ver com este "desacato" mas senti-me profundamente indignado.
Num pequeno parágrafo, tenho a coragem de assumir que o Stand Up correu bem...para quem ouviu. Louvo quem tenha resistido aos bombardeamentos de ruído e agradeço-lhes a atenção.
Sobre a noite no People? Peço desculpa, mas não poderei falar sobre isso. Não fui! Espero sinceramente que tenha sido melhor que o jantar. O nosso curso e os seus membros merecem-no, sem excepção.
Uma última palavra para os conhecimentos que todos fizeram. Foi sem dúvida o aspecto mais positivo. Talvez essa seja mesmo a principal razão destes jantares. Promover e consolidar novos conhecimentos.
Porque não mais voltaremos a ter um mundo como este. O mundo universitário.

terça-feira, novembro 16, 2004

Pronto, mais uma vez os caloiros conseguiram decifrar os enigmas / charadas. Se bem que desta vez com muito maior dificuldade. E como o ser humano (o estudante de CC ainda mais!) tenta sempre superar-se, bater os seus próprios limites...aqui fica a terceira (e última, prometo!) fase deste jogo tão intelectualmente excitante (yeah right).

12) - A sua voz "sistémica" poder-lhe-à provocar alguns dissabores, mas a forma desenvolta como intepretou fluentemente a língua do 5º país latino, quiçá o menos conhecido, faz-nos pensar que se não tiver sucesso no curso rapidamente será recrutada para uma outra arte.

13) - Se o curso fosse um rei, seria o III da sua dinastia. Apesar de ter chegado atrasado, está já bem adaptado ao "reino da comunicação", pese embora não ser da estatura dos anteriores da sua dinastia que se encontram no 4º e 2ºano.

14) - Não, não é um porco, longe disso! Apesar da sua vida ter um ou outro espinho. Não, não se "metamorfiza" embora um ou outro dia possa ser comparada a uma conhecida obra deste checo.

15) - Esta sim "metamorfiza-se" do dia para a noite, do real para o irreal, do "touchable" para o virtual. De passar despercebida num lado, adquire importância fulcral num dos últimos reinos que se tem vindo a formar. O seu nome? Partir para o Oriente em busca de pistas...

Vá! Quero ver!

Não tenho nada contra, mas ou os caloiros são muito inteligentes ou as minhas charadas estavam demasiado fáceis, por isso repito a dose. Quero ver se desta vez são tão rápidos =)

8) - Sim, a altura não é um posto, e a anatomia animal não é propriamente tão importante como os signos semióticos. Mas há sentidos que devemos respeitar...ou a ausência deles. Para quê os instintos assassinos de pessoas mimadas se não conhecermos estes sentidos? Quem me descobre o signo desta significação?

9) - Pode não ser um ás do volante...nem mesmo um ás de espadas, mas foi assim que se notabilizou nas primeiras semanas. De às trunfo rapidamente passou a duque de paus, ou seja...quando o baralho não está completo é sempre esta a carta que falta/que se tira. As suas presenças são meramente as necessárias.

10) - Por falar em ases do volante....parece que a mais famosa mulher do mundo dos automóveis e dos acidentes tem uma substituta a altura. O seu campo de conhecimento do curso é tão grande como o número de páginas de um dos livros de referência da literatura portuguesa de leitura obrigatória....que curiosamente passa pela sua terra natal.

11) - Não, não é mais uma personagem da última sequela do Matrix, no entanto os óculos escuros são um acessório que marca o seu aspecto. Apesar de não ser alguém que dê muito nas vistas, está constantemente em cima do acontecimento. De onde é? Não é de Barcelos, mas o animal emblemático desta cidade é uma marca conhecida de um "aumentativo" do produto. Fiel companheiro do vinagre.

Vá, vá! Quero ver agora! muahahahaha


segunda-feira, novembro 15, 2004

Recém-chegado de mais uma frequência ( a segunda até agora, o que me irrita bastante porque vejo gente a gozar ainda de plena descontracção longe de preocupações universitárias) e a pouco mais de 48 horas do tão esperado jantar do Veterano (onde o Rotflol, pertencente à Triple P Productions formada pelos 3 Pedros, Pedro Silva, Pedro Quedas e Rui Pedro Silva, irá proporcionar aos demais alunos de CC uma experiência única. Positiva ou Negativa apenas vocês poderão dizer) lanço aqui uma pequena charada, digna do 1,2,3 sobre o jantar realizado no começo de Outubro. O vencedor...será brindado durante o Stand Up.

1) - Formada numa das melhores escolas de ourivesaria portuguesa em que cada pedra é uma Jóia, esta rapariga foi dotada não só com o brilhantismo da pérola, como também com a força inquebrável do diamante que a ajuda a quebrar o músculo que se apaixona.


2) - Do Nordeste Lisboeta chega-nos este exemplar, digno da Madame Tussaud. De Eunuco não tem nada e poder-se-à dizer que se assim o quiser terá futuro nos Correios, dado o seu sucesso em escrever Cartas dignas dos selos postais mais bem editados.

3) - Apesar da sua Proveniência construiu uma imagem forte com tijolo forte. Apesar de um possível aspecto despassarado, não se mantém afastada do mundo das tendências que nos chegam regularmente de San Remo e de Milão.

4) - Não! Apesar do seu aspecto felino....só parece arranhar em auto-defesa. Este discente foi criando uma relação amor-ódio muito pouco poligâmica com um dos docentes mais mal-amados do 1ºano.

5) -Não, ele não vem da Colômbia, mas notificou-se graças a algo que de lá provém. Apesar de um aspecto menos gritante, é de levar as suas companhias aos gritos com frases dotadas de "pouca água".

6) - Podemos não saber quem a perdeu, mas o nosso curso dá graças por a ter encontrado. Oriunda de uma terra famosa pela sua tradição tauromáquica não desapontou nas suas aparições públicas, apesar de alguma má sorte.

E por último....

7) - Apesar dos poucos explicados ideais da antiga nomenclatura da Ponte Lisboeta, mantém a sua autoridade divina nesta "Jamaica" das Ciências Sociais. Apenas lhe falta constituir família.

Peço desculpa pelos enigmas menos conseguidos, mas está aqui um belo jogo (presunção e água benta....vocês sabem o resto).
Algumas pistas.... são 3 rapazes e 4 raparigas. Aceitam-se as primeiras apostas e...ah! Nada de fazer batota!;)

O "Padrinho" Rui

sexta-feira, novembro 12, 2004

Subscrevo totalmente o que o Quedas disse. Concordo que o curso tem inúmeras lacunas (muitas delas se calhar ainda nem nos demos conta), mas temos que nos apoiar em dois pensamentos. Primeiro....quem me garante que os outros sejam melhores? Segundo...são as pequenas coisas boas que dão valor ao curso. Os amigos e amigas que ficam, as memórias de tempo bem passados durante 4 anos que passaram a correr. Cada vez acredito mais nas pessoas que dizem que a faculdade foi o melhor período das suas vidas. Queixamo-nos que ter três horas seguidas com o Mourão ou o Cascais são puxadíssimas...mas temos dias livres. Que dizer de um horário de trabalho com 40 horas semanais, muitas vezes sem horário definido, sujeitando-nos a meros acasos? Vivamos o curso, mas sempre com um olho nos protestos para melhorias. Conformismo não, mas vivamos o curso. Vivamos os momentos, os amigos, os jantares de curso, as noites.....tudo!
Não é surpresa para ninguém, mas eu sou como o Quedas! Calma! Não precisam de abusar! Eu não sou um megalómano que distingue tão bem a esquerda da direita como um caranguejo e possui a inteligência de um peixe misturada com a aparência de um camarão recém-pescado! Abre os olhos rapaz!
Sou como ele no facto de gostar deste curso, de não querer mudar nem por nada. De compreender que mesmo com todos os lados negativos do curso...continuo a ter um balanço positivo. Os caloiros não se devem assustar, mas sim unir com um objectivo comum! Tirar o máximo de proveito possível destes quatro anos e.....
Acreditem! Se era mesmo este curso que queriam....não se vão arrepender!

Ok – por onde começar? (não, não se assustem, não vou entrar em mais nenhuma longa diatribe de insultos aos meus comparsas da comédia – estou mesmo a pensar no que dizer)

É difícil resumir o que eu achei do meu curso (sim, o Meu curso) – tanto quanto é difícil resumir a nossa personalidade. Porque, em última instância, é isso que este infame curso de Ciências da Comunicação representa para mim – uma extensão da minha personalidade. Não toda a minha personalidade, mas provavelmente a melhor parte.

Para as pessoas que me conhecem hoje em dia (principalmente aquelas que só me conhecem agora) é-lhes difícil imaginar a pessoa que eu era quando entrei no curso. Nervoso, tímido, muito fechado em mim mesmo. Preso a ideais rígidos do que era bom e mau – convencido da certeza inabalável das minhas crenças. Mais do que da certeza, da superioridade das minhas crenças. Rio-me quando penso na pessoa que era, mas não é um riso sarcástico, é um riso orgulhoso. Porque a pessoa que sou hoje em dia (na minha opinião, melhor do que era antes – não perfeito [longe disso!], mas indiscutivelmente melhor) sou-o por causa do curso. É verdade que eu vivi o meu curso com uma intensidade que não é, nem tem de ser, normal – talvez estivesse a recuperar tempo perdido. Mas numa vida tão cheia de estagnações desesperantes, este curso proporcionou-me os baixos mais baixos e os altos mais altos da minha vida. Aviso aos incautos: prolongada exposição a este curso pode mudar a sua vida!

Poucas vezes o admito, mas este curso é muito bom. E não é só pelas pessoas – falarei disso mais à frente. O nosso curso prepara-nos mais do que muita gente pensa. Eu sempre assumi uma atitude muito cínica em relação ao meu curso (escolhi-o por exclusão de partes – escritor não é uma profissão em Portugal, por isso decidi seguir uma via que me permitisse pelo menos escrever um pouco) mas a verdade é que toda a teoria que nos martelam na cabeça pode ser bastante interessante e, acreditem ou não, relevante. Claro que há muita gente que não se identifica com grande parte da matéria. Mas isto não é o Estado Novo! Não me parece que as pessoas esperassem ensinamentos jornalísticos, ou comunicativos, tirados da cartilha. A pluralidade de autores, de ideias, de tudo, é o que torna o nosso curso tão bom – em que outro curso eu podia ter entregue um trabalho que era quase integralmente ideias minhas? Eu concebo muitos defeitos no nosso curso (e são tantos que não vale a pena enunciá-los – todos nós os sabemos) mas aceito-os, não com resignação (há sempre coisas a mudar e revoluções a fazer) mas antes com a consciência de que é o Meu curso, um pouco como Lisboa é a Minha cidade.

Aproveito aqui para clarificar alguns mitos – pelo menos no que o meu, até agora, parco conhecimento me permite. Sim, o mercado de trabalho está impossível. E arranjar emprego é mais difícil do que sair totalmente esclarecido de uma aula de semiótica. Mas é possível, não desistam logo à partida – e, embora eu aconselhe, a todos os que possam, fazê-lo, um curso no Cenjor não vos garante, de longe, emprego. Sim, os licenciados em CC saem muito verdinhos no que diz respeito às habilitações práticas de fazer jornalismo, mas não menos do que quase todos os outros. Ninguém sabe nada quando começa – daí a palavra começo. Mas culturalmente, posso-vos garantir que vamos uns bons largos passos à frente (e acreditem quando vos digo que isso é muito importante!). E sim, o curso melhora um bom bocado lá para os últimos anos.

E nunca é demais dizer. O ambiente do nosso curso – se se deixarem abrir ao mesmo – é uma das melhores coisas que vos pode acontecer. Aproveitem enquanto cá estudam ("cá estudam" - curioso como não consigo deixar de pensar que ainda ando em CC). Lutem para o melhorar, mas não desanimem com os obstáculos. Não há nada mais triste que uma alma resignada.

Vou parar antes que o meu discurso se comece a assemelhar demasiado a um discurso papal. Ter uma capacidade inconcebível para martelar bebida pela goela adentro não me dá propriamente o direito de estar aqui a fazer o “Sermão de São Quedas aos Caloiros”.
Eu mando muitas bocas, digo muitas piadas (ou frases com esse intuito), e assusto muitos caloiros sobre os perigos da infâmia CCiana – mas quem, das pessoas que já me conheceram, alguma vez duvidou que eu adoro o Meu curso?

segunda-feira, novembro 08, 2004


A World of Comunication
Posted by Hello

domingo, novembro 07, 2004

Hello!...
.....Salut!

Nada melhor do que passar uns dias ausente, para depois na chegada me deparar com estes debates entusiasmados e bem argumentados! Esta é a essência deste blog, por isso não nos deixemos levar por tentadoras "conversas alheias", q é o mesmo que as apelidar de "desinteressantes"! ...Fiquei satisfeita com o ritmo a que caminhamos, sim Sra! Seria bom que esta "seriedade" se prolongasse e admito que estou confiante, uma vez que a Caloirada já tratou de se apoderar deste pequeno espaço, eheheh!

Boa boa foi a ideia do Rui em relação ao Jantar do Veterano! E porque não participar? De certeza que iremos levar um banho de cómicos relatos que serão úteis para quem não se lembrar de nada no dia seguinte...eu própria irei desafiar a minha capacidade de memória e de sobriedade!

Ah! Como não poderia deixar de ser...
Apreciações sobre a MANIF:

Foi com enorme prazer que me estreei no polémico mas batido "Orgasmo académico anual" - o único dia do ano em que ecoam as vozes que nunca são ouvidas. Os motivos são os mesmos de sempre e é claro que não irá adiantar de nada a nossa revolta, já que este é um dia que de imprevisível não tem absolutamente nada, é apenas um dia marcado a vermelho na Agenda dos Grandes (Merdas)!...No entanto é bom saber que muitos acreditam que a passividade tb n é A solução!

O cortejo começou firme e hirto, haveria alguma tensão inicial que foi-se esbatendo à medida que o número de estudantes e a euforia aumentavam! Tivemos um dia para mandar umas trolitadas e reviver o Maio de 68 em pleno século XXI...Para muitos, a Manif é como a Vida: todos querem vivê-la e estar presentes, mesmo não sabendo muito bem porque é que lá estão!; Para alguns a Manif é um dia completamente normal que não lhes diz nada e que nada significa; Para poucos a Manif é faltar ás aulas, saltar na rua, fumar Canhões e beber vinho! (ah, boa vida!!); Felizmente, para outros, a Manif é um acto simbólico impregne de esperança...e é isso que interessa!

Seria impossível não marcar uma posição relativamente à problemática comunicacional, assim, baseando me nas vossas agradáveis opiniões, eu formulei a minha própria conclusão: A comunicação para ser eficaz, transparente e abrangente deve ser simples. De facto, trata-se de um simples fenómeno: o de comunicar. O pior é que nós é que somos complicados!, logo ao estudarmos este objecto, será de esperar uma complexidade pluridimensional que baralhe a cabeça a qualquer um! Trata-se de uma questão simultâneamente subjectiva e objectiva, tudo convergiria para uma discussão interminável que se não fosse cuidadosamente vigiada poderia despoletar sérios conflitos e confrontos! Temos aqui muito pano para mangas...será de admirar se alguém se atrever a continuar o debate!

Com um post típico de um domingo à noite eu desejo aos camaradas uma boa semana...E como uma imagem vale mais que mil palavras...

Gostei. Lancei aqui um tema que me pareceu bastante oportuno tendo em conta as características dos seus participantes e em pouco menos de 24 horas houve um feed-back extremamente positivo. Como é óbvio as opiniões não foram todas concordantes (seria motivo de preocupação se assim o fosse), mas todas elas conseguiram encontrar elos comuns. Dias depois de ter celebrado os 11 meses (o que para um blog é já algo relativamente longo) este blog, do qual faço parte (pelo menos, tenho noção da sua existência e promessa de invite) desde o princípio, adquiriu pela primeira vez uma temática relacionada com o seu curso. Mas não apenas isso. Foi feita de uma forma interessante, descontraída e ...prontos pah. Gostei! Senti que o blog teve uma importância e uma "seriedade" (por muito difícil que se consiga atribuir o termo "seriedade" a qualquer coisa em que eu e o Quedas façamos parte) inaudita.

Por falar em coisas sérias.... o jantar do veterano está cada vez mais próximo. Tenho a dizer que o Quedas será o convidado honorário e.... se puderes leva a Patty....fossem todos os intrusos como ela e o curso seria mais agradável! Não resisti a esta provocaçãozita, Quedas.
O blog, do qual eu sou um persistente (e chato!!! e... ""Mr-Rui-o-pseudo-intelectual-aspirante-a-pessoa-que-esconde-por-detrás-de-comentários-invejosos-o-seu-próprio-complexo-de-inferioridade-quando-na-verdade-sabe-que-não-passa-de-lixo-humano-de-terceira-categoria-que-diz-que-ficou-a-treinador-lá-no-clubezeco-de-meia-tigela-onde-ele-anda-porque-tinha-de-ter-tempo-para-se-concentrar-nos-estudos-quando-na-verdade-aquilo-foi-mais-um-gesto-de-caridade-pois-ele-tem-o-mesmo-estatuto-no-clube-que-o-Paulinho-tem-no-Sporting-e-nem-metade-da-actividade-cerebral-e-que-gosta-de-passar-uma-imagem-de-pessoa-muito-sensível-e-oh-as-minhas-caloiras-são-as-mais-bonitas-quando-na-verdade-o-que-ele-quer-dizer-com-isso-é-que-se-quiserem-ver-fotos-ampliadas-das-suas-zonas-pudibundas-tiradas-à-socapa-durante-a-festa-no-Cenoura-do-Rio-é-só-irem-ao-seu-site-de-porno-underground-e-inscreverem-se-que-ele-faz-um-preço-de-amigo-e-que-também-se-põe-com-nicks-no-messenger-em-islandês-ou-lá-o-raio-que-aquilo-é-só-para-dar-uma-de-sou-tão-profundo-e-tentar-desesperadamente-desviar-a-atenção-do-seu-corte-de-cabelo-absolutamente-inconcebível-e-desculpa-lá-dizer-te-Rui-mas-aquele-puto-no-Jardim-Zoológico-que-se-estava-a-rir-ao-pé-do-fosso-dos-macacos-não-era-estrábico-ele-estava-mesmo-a-apontar-para-ti" Pronto Quedas. Poupei-te o trabalho de me responderes à provocação) membro da "Direcção" está/vai promover um evento tendo em conta o jantar de dia 17, o qual dei o nome de "O Jantar aos olhos de....". Pois bem, passo a explicar o que será. Não! Não é isso! Suas mentes pérfidas! Não, não dá direito a viagem...não, isso também não Quedas!! Perverso!
O objectivo é, já que o blog está cada vez ao alcance de mais e mais alunos/as, fazer um apanhado das várias perspectivas sobre o jantar. ...aos olhos de um aluno de 1ºano, ...de uma aluna do 1ºano, de um aluno do 2ºano (candidatei-me e ganhei. Vou ser eu a fazê-lo!lol), de uma aluna do 2ºano...e de uma pessoa que tenha acabado o curso. Quedas conto contigo! Do 3º ano não há ninguém infelizmente. Do 4º ano temos a Raquel, mas há muito que cá não vem, mas seria bom se também ela aderisse. Espero que a iniciativa seja um sucesso e que sirva para distinguir a forma como os diferentes anos e sexos (não confundir com a nomenclatura deste mesmo jantar no ano passado e ler "anus e sexos") vêm um mesmo acontecimento.
Um pouco à imagem como o Poster nos oferece as diferenças de Adorno, Horkheimer, Habermas, Baudrillard...entre outros.
Fico à espera das candidaturas para que não seja à balda;)

O meu comentário - 1ª versão

Na qualidade de um indivíduo que aderiu recentemente ao fórum da expressão literária informativa onde me deparo com a visão de uma cultura intelectual forjada e apenas resquicial da verdade, assimilo a informação que me está a ser transmitida pelo meu estimado colega. Porém, é a minha crença que a expressão individual deve ser fundada na sinceridade e que a erudição não tem de ser um mero acto de condescência intelectual com o interlocutor - atormenta-me o pensamento de um futuro em que o vernáculo e o calão sejam os cânones estilísticos predominantes nos nossos blocos noticiosos nocturnos.

O meu comentário - 2ª versão

Como alguém que entrou há pouco tempo para o mercado de trabalho jornalístico onde tenho de aturar com alguma arrogância pseudo-intelectual, percebo o que o Rui quer dizer. Mas também acho que cada um deve falar como o coração lhe diz e que falar bem não deve ser logo visto como pseudo-intelectualismo - temo o dia em que ouça "Hoje teve-se bué bem em Portugal" em pleno Telejornal.

sábado, novembro 06, 2004

Texto escrito por mim, hoje 6 de Novembro, a partir das 22.11.
"Ilustres companheiros de discência da Licenciatura em que a maioria de nós se encontra para alcançar um singelo local de emprego na nossa sociedade capitalista empobrecida portuguesa.
Hebdomadariamente falando tive um período assaz complicado, contudo apraz-me poder-vos comunicar que essa pequena nódoa na minha existência enquanto humano foi ultrapassada com relativa facilidade e dedicação. Por este mesmo motivo, tenho o prazer de regressar a este modesto espaço internauta onde tenho o lisonjeio de exprimir as minhas ideias sem qualquer barreira censurística. Sem mais delongas, despeço-me com a maior das cordialidades."

Texto escrito por mim, hoje 6 de Novembro, a partir das 22.17.
"Amigos e amigas de Ciências da Comunicação, futuros trabalhadores portugueses.
Finalmente a semana acabou depois de horas e horas a estudar para uma frequência que tanto cansaço me deu. Por isto, digo agora aqui que estou de volta ao nosso blog. Não tendo mais nada a dizer.... abraços e beijinhos (a quem de direito)."

Muitos de vocês (sim, Quedas! É em ti que estou a pensar) estarão a perguntar-se eu endoideci de vez. Eu respondo-vos: Não! O que quis então eu dizer com isto? No nosso curso, nos nossos meios de comunicação, no nosso país, no nosso mundo o conceito de comunicação faz confusão a muita gente. O que é necessário para comunicar e/ou informar? É o debate que quero vir hoje aqui promover. No nosso país, principalmente, muitos pseudo-intelectuais confundem o complexo, abstracto e vasto leque de palavras caras e complicadas para promover a sua inteligência e "boa escrita". Estou contra. Quanto mais simples e atractiva for a escrita melhor! Mais gente entenderá. Não tendo qualquer dúvida da nossa inteligência sei que todos terão percebido as palavras do meu primeiro texto. Todos terão compreendido a ideia geral, mas aposto (meto mesmo as mãos no fogo) que as poucas palavras do segundo texto foram bastante mais claras e atingiram um nível de compreensão muito mais elevado.
Comunicar é conseguir escolher as palavras correctas e dizê-las de um modo, de um encadeamento correcto para que possam ser entendidas pelo maior número de receptores possível. Não caiamos no erro de nos "eruditarmos" linguisticamente. O que terá Maria Lucília Marcos que José Augusto Mourão não possua? São ambos de uma inteligência indiscutível, não duvidamos disso. J.A.Mourão pode até ser dos melhores linguistas do país e da Europa, mas não possui metade do poder comunicativo de Maria Lucília Marcos. E a partir deste exemplo poderia-vos dar muitos mais.
Aliás, podia mesmo passar aqui a noite inteira a escrever sobre as diferenças comunicativas entre pessoas, relacionando-as com o tipo de palavras que utilizam.
A Comunicação, em si mesma, existe perante nós como Comunicação desde o nascimento do Mundo. Evoluiu obviamente, poderá até ter-se complicado com o surgimento de novas línguas e dialectos mas não as compliquemos mais. A Comunicação é a base da vida humana. Se a complicarmos como podemos pedir que a política seja fácil? Polarizando...como podemos pretender o entendimento do conflito Israelo-palestino se nem a comunicar nos entendemos?
A Comunicação é simples! Não a compliquemos!

quarta-feira, novembro 03, 2004

Não vão ao Banif!...
Apareçam na Manif!!!
Ok...vá!

Veteranos:

Decerto que para vcs vai ser mais difícil comparecer, uma vez que metade dos vossos neurónios já estão queimados com tantas frequências que se avizinham (e com as outras que já lá vão!)...Por outro lado, tb aconselho vivamente a pouparem as energias que vos restam para o tão esperado Jantar do Veterano, que curiosamente parece ser mais esperado pelos Caloiros do que pelos próprios Veteranos!!

Caloirada:
Mexam essa bunda quadrada, nem que seja pra descarregar toda a impaciência e tensão acumuladas das aulas prolongadas de CCS...nem que seja pra apelar à divisão racional do papel e do sabonete das casas de banho...nem que seja pra faltar a Semiótica e começar mais cedo o Fim de Semana!

Caloiros e Veteranos:
Faça chuva ou faça sol, nós tamos lá pra marcar presença!
Apareçam!...e tragam um amigo tb! Se conseguirem mobilizar algum professor, óptimo!! Só n levem os pais pk parece mal! :)

"Bamu lá cambada,
todux à molhada,
kisto agora é só bombar!" - Já quase dizia o Estebes..

AAAAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaaRRRRRRRRRRRRrrrrrrrRRRRRGGGGGGGGggggggGGGGGGHHHhhhHHH
(o Grito..na blogosfera!)


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